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Qual será o futuro do marketing digital?

Novas tendências na tecnologia como realidade virtual, chatbots e big data tornam-se realidade

O conceito do marketing digital já existe há anos, mas vêm mudando rapidamente com o passar do tempo. As novas tecnologias possibilitam cada vez mais interação dos usuários online e o número de pessoas que utilizam a internet só aumenta.

Mesmo com as incertezas nesse novo cenário tecnológico, o marketing digital ganha força e cada vez mais empresas buscam esse canal para geração de leads. De acordo com o documento realizado pelo IAB sobre tendências de 2016, em uma comparação trimestral de receitas geradas com anúncios online, podemos notar que seu recorde foi atingido no último semestre de 2016, com uma receita de $72.5 bilhões.

Com esse crescimento significativo de interessados na área, conseguimos listar algumas tendências para os próximos anos. Como será o futuro do marketing digital? Quais serão as suas principais mudanças? Confira nossa lista:

 

Marketing de conteúdo

A estratégia de possuir um conteúdo de qualidade para se destacar na mídia sempre foi essencial, mas está sendo cada vez mais importante para chamar a atenção do público. Atualmente, com a internet e principalmente com as redes sociais, o consumidor está se empoderando. O engajamento das pessoas com uma empresa é o que faz com que ela cresça e aumente suas conversões.

Portanto, quanto mais conteúdo de qualidade uma marca oferecer, mais valor ela terá e mais clientes irão se tornar fiéis. É sempre necessário que o vendedor de um serviço ou produto entenda seu público-alvo e produza de maneira criativa conteúdos que aumentem a confiança na marca.

 

Mobile líder no marketing digital

A popularização dos smartphones foi uma das maiores mudanças tecnológicas que pudemos vivenciar nos últimos tempos. Uma pesquisa da consultoria Provokers para o Google revelou que, hoje em dia, existem 125 milhões de usuários de smartphones no Brasil, e 79% deles procuram por informações imediatas ao utilizá-lo.

A possibilidade de ter um aparelho prático com informações rápidas mudou bastante o processo de compra do consumidor. Está cada vez mais claro que o digital influencia na hora da compra, já que uma pessoa pode consultar preços online e comparar com lojas físicas para decidir onde comprar, por exemplo.

É essencial que o marketing digital se se insira nessa realidade e crie conteúdos adaptados para o mobile. Sem uma versão de sites e propagandas para dispositivos móveis, as marcas acabam perdendo clientes para concorrentes. Hoje, de acordo com o documento do IAB, dispositivos móveis têm mais da metade de todas as receitas de anúncios digitais do ano de 2016, crescendo de $20.7 bilhões para $36.6 bilhões.

Além disso, a estratégia de local data já tem sido muito utilizada com os mobiles. Quase todos os aplicativos baixados em um celular pedem permissão para ativar a localização do usuário, e isso serve para que as marcas utilizem esses dados para segmentarem seu público e ter uma publicidade baseada na localização das pessoas, envolvendo o cliente fora do online.

 

Publicidade em vídeo

Assistir vídeos online é uma prática muito realizada na internet, e o formato em vídeo para publicidade vem sendo utilizado como estratégia para marcas que desejam chamar a atenção do público de uma maneira mais criativa, curta, interativa e divertida. Dados do IAB mostram que 31 bilhões de anúncios em vídeos foram reproduzidos nos EUA no mês de dezembro de 2016, e sua receita anual resultou de $9.1 bilhões.

A visualização de um produto ou serviço tem uma grande influência na decisão de compra do consumidor, além de trazer um alto engajamento, menor rejeição dos usuários e atingir um público mais segmentado. Uma pesquisa realizada pelo Hubspot revelou que 90% dos consumidores acreditam que vídeos ajudam na tomada de decisão, e estima-se que, até 2019, vídeo ads estarão em mais de 80% do tráfego na web.

 

E-mail marketing segmentado

A prática de envio de anúncios por e-mail já existe há muito tempo como um veículo de comunicação em massa. Um estudo da GetResponse e da Holistic E-mail Marketing revelou que 53% dos comerciantes acredita que o marketing por e-mail oferece um melhor retorno do investimento do que qualquer outra opção de marketing digital.

Porém, para melhorar seus resultados, eles deverão ser cada vez mais segmentados. De acordo com dados de pesquisa do HubSpot, e-mails personalizados oferecem uma taxa de conversão 42% maior do que e-mails genéricos.

Essa mudança é necessária pois, dentro de uma base de contatos, podem existir perfis de leads muito diferentes entre si. Dessa maneira, atingirá mais pessoas e evitará que usuários recebam e-mails desinteressantes.

 

“Big Data” Driven

Na era da tecnologia, todas as ações que realizamos online podem se tornar um dado importante na hora de uma empresa entender seu público-alvo. Acessar um blog, realizar uma compra ou visitar um site de um produto interessante e não realizar o pagamento são pequenas atitudes que podem ficar armazenadas em um banco de dados.

O Big Data é o ato de recolher todas as grandes quantidades de informações e dados de usuários para utilizá-los em uma análise. Uma grande variedade de fontes é guardada, e a partir delas é possível analisar uma audiência e determinar causas e soluções de problemas, gerar conteúdo com base no comportamento dos clientes e detectar o que pode ser mais trabalhado.

Os dados para o futuro do Big Data são claros: A IDC prevê que até 2020 a quantidade de dados coletados anualmente chegará a 44 zettabytes, ou 44 trilhões de gigabytes, e de acordo com a Gartner, 90% das grandes empresas terão um Diretor de Dados (CDO) até o ano de 2019. Dessa maneira, o marketing digital estará cada vez mais evoluindo na coleta e análise de dados dos consumidores.

 

Inteligência artificial

O uso da inteligência artificial para automatizar processos facilita o trabalho e o entendimento entre o computador e os seres humanos. Hoje em dia, as plataformas de publicidade que possuem AI estão evoluindo rapidamente no sentido de segmentar e entender melhor o público-alvo, e um estudo da Tractica prevê que a receita global anual para produtos e serviços de inteligência artificial irá crescer de $643.7 milhões em 2016 para $36.8 bilhões em 2025.

Os recursos da AI economizam tempo e dinheiro, fornecendo ideias imediatas sobre quais anúncios são mais apropriados para determinado grupo de pessoas, por exemplo. Esses resultados são baseados em dados de toda a internet, desde repercussão de uma campanha, número de pessoas alcançadas até coleta de assuntos relacionados e grupos de pessoas mais engajadas no assunto.

 

Chatbots

Quando uma pesquisa na internet é realizada por voz, o recurso de chatbot é utilizado. Após o usuário enviar uma pergunta oralmente, um programa de computador tenta simular um ser humano na resposta para o usuário, como por exemplo a Siri, do sistema IOS.

No futuro, essa estratégia será também utilizada para atrair clientes para uma empresa, tirar suas dúvidas e criar um relacionamento da marca com o cliente de uma maneira nova e prática.

Ekim Nazim Kaya, CEO da Botego Inc., acredita que 2017 será o ano dos bots, estimando um valor de $2 bilhões no mercado e apostando que daqui para frente esse número só tende a crescer. Isso acontece pois aplicativos como Whatsapp, Line e Telegram possuem bilhões de usuários, e utilizar um bot nessas plataformas é mais eficiente do que download de um aplicativo.

 

Machine Learning

O processo de Machine Learning consiste em ensinar uma máquina a realizar processos e trazer resultados para uma empresa. O computador futuramente com esta técnica poderá coletar dados, definir determinados padrões comportamentais dos consumidores e ajudar uma empresa em uma melhor tomada de decisões.

Atualmente, serviços de high tech, telecomunicações e financeiros são as principais áreas que utilizam machine learning, e são conhecidas por sua disposição em investir em novas tecnologias, obtendo grande eficiência. A McKinsey estima que o investimento externo total anual em inteligência artificial foi entre US$8 bilhões e US$12 bilhões em 2016, com o machine learning atraindo aproximadamente 60% desse valor.

 

Realidade Virtual

A realidade virtual surgiu como uma experiência e têm crescido até mesmo na área do marketing. A prática está se popularizando como uma tecnologia capaz de criar um ambiente virtual e introduzir o usuário nele. Para os profissionais do marketing, o efeito da VR pode ser muito bem aproveitado, já que o consumidor pode ter uma experiência divertida, visual e criativa.

Diversos setores estão apostando em conteúdo de realidade virtual a fim de chamar a atenção de um cliente e criar campanhas com essa nova tendência, e de acordo com dados da Digi Capital, foram rastreados investimentos de US $1.5 bilhão no último ano até o primeiro trimestre de 2017, e esse número tende a crescer nos próximos meses.

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