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Reamper Lab #20 – O que aprendemos no RD Summit 2017?

Nossos diretores Diego Rubio e Caio Ferro falam sobre o que viram no maior evento de marketing digital da América Latina

No Reamper Lab dessa sexta-feira (10/11), Diego Rubio e Caio Ferro, da nossa equipe da Reamp, compartilharam com todas as áreas o que viram e trouxeram de aprendizado do RD Summit 2017. Durante os três dias de evento, estiveram presentes em 15 palestras (confira os artigos na íntegra) com grandes nomes do mercado, permitindo novos insights em diversos assuntos e a percepção de novas metodologias de trabalho que foram e estão sendo utilizadas por empresas em todo o mundo, como Google, Netflix, Trello, Buscape, Netshoes e a própria Resultados Digitais.

De acordo com os especialistas, os assuntos abordados em cada uma das palestras foram muito variados, pois o público contava desde consultores até agências especializadas. Jacco VanderKooji, da Winning by Design, abordou o processo de onboarding de clientes. Para que um cliente utilize determinada ferramenta e veja valor nela, é importante que ela passe por algumas fases: awareness, education, selection, onboard, use e grow. Para VanderKooji, “não adianta trazermos a junk food americana e apenas adicionarmos um tempero brasileiro”. É fundamental que as empresas pensem constantemente em como fazer, de fato, algo voltado para o seu mercado local. Existem infinitas possibilidades de combinações de ações disponíveis, e a grande sacada está em conhecer seu cliente e entender do que ele realmente precisa.

O tema “empatia” também foi pauta no painel de Ann Handley, da Marketing Profs. É essencial, hoje em dia, que o cliente se identifique com a marca e com as suas ideias para entender o valor delas. Dessa maneira, a conexão com a marca torna-se algo natural. “É muito importante que a gente aproveite situações, mas também entenda territórios para colocar marcas dentro deles”, ressaltou Caio.

Gerar valor e bom conteúdo são pontos importantes em uma empresa atualmente. Segundo Eric Santos, CEO da Resultados Digitais, o marketing que educa é uma boa solução para os dois pontos, sempre pensando em investir no sucesso do cliente e crescer aos poucos, mas continuamente.

Martha Gabriel, consultora e palestrante nas áreas marketing digital, inovação e educação, falou em sua palestra sobre neurobusiness e também sobre a neuroplasticidade e a capacidade do cérebro de aprender novas coisas o tempo todo, dependendo de como moldarmos ele. Por isso, existem algumas técnicas que podem ser utilizadas para um conteúdo ser melhor abordado, como por exemplo a Hypnotic Writing (adicionar PS’s em um texto quando uma informação for realmente importante, pois eles sempre serão lidos) e storytelling, que atrai a atenção do leitor/espectador e ativa sete áreas do nosso cérebro. A especialista falou também sobre a “teoria do sanduíche” para relatórios e pitchs: começar e terminar com um assunto bom e colocar o que é ruim no meio para disfarçar.

Criar epic content é essencial. É o que acredita Sujan Patel, da WebProfits, que defendeu sua tese explicando que, atualmente, todos consumimos muito conteúdo e procuramos por algo que seja relevante. Porém, mais do que isso, precisamos trazer outras frentes e envolver novas áreas em produção de conteúdo. “Tudo isso ajuda uma empresa a proliferar seu nome, aparecer mais, ganhar reconhecimento. E também ajuda em vendas, pois quando nos posicionamos e mostramos que sabemos do assunto, mais pessoas vão procurar a gente para falar sobre ele”, ressaltou Diego.

Outro palestrante que esteve presente no evento foi Avinash Kaushik, do Google e Market Motive e um dos grandes desenvolvedores do Google Analytics. O especialista, que abordou bastante o tema de Machine Learning, ressaltou também a importância de servirmos os interesses dos clientes, já que possuímos seus dados. Para construir um público fiel, é necessário a recorrência, e ela nem sempre é de venda. Podemos usar estratégias como retargeting de longo prazo e branding. Target intent, também mencionado, explica que o mais importante é focar no comportamento do consumidor, já que o que as pessoas falam, muitas vezes, é diferente do que elas realmente fazem.

De maneira geral, testar novos métodos foi um dos principais temas de todo o evento, segundo os especialistas. Testes A/B, por exemplo, devem ser utilizados e é importante que as empresas estimulem seus clientes. Planejar testes também é essencial, e as principais métricas para avaliar o desempenho são: conversão, taxa de conversão, lift e o nível de segurança das análises.

O valor e a cultura de uma empresa também foram temas debatidos ao longo dos dias de evento. Diego e Caio ressaltaram os painéis de Martin Spier (Netflix), Roni Cunha Bueno (Netshoes e agora Orgânica Aceleradora) e Marina Tosseto (RD). Todas as palestras mostraram, de alguma maneira, a importância de manter claro os valores da empresa e do quanto as pessoas que fazem parte dela são relevantes para o processo.

Algumas imagens da palestra de Roni ajudam a ilustrar também o assunto:

Para que possamos criar um propósito, uma visão única da empresa, as partes que precisam ser consideradas são: colaboradores (precisam de um DNA e saber porque estão na empresa); empresa (tem a missão de compactuar com os valores dos seus colaboradores e ditar uma visão); mercado (sempre terá um status quo que pode ser quebrado) e cliente (como gero valor para ele e para a sociedade).

 

 

Quando falamos de cultura, a primeira coisa que devemos saber é que nada hoje é fixo e precisa ser continuo. Existe a questão de evolução exponencial, e alguns passos podem ajudar nesse caminho:

 

 

Delegar para a equipe é importante. Temos sempre os desafios e os skills necessários para cumpri-los, e vivemos passando por ambos. Os pontos de queda mostrados no gráfico são os pontos que precisamos atuar, e principalmente os líderes das áreas devem saber ler cada uma das pessoas e saber o que desafiar e exigir de cada uma delas. Isso é o que motiva os colaboradores de uma empresa a crescerem.

 

 

Algumas dicas podem também ser seguidas para a metodologia de um trabalho: o líder não pode ser conformista; as áreas precisam sempre andar juntas; seguir e criar a cultura do WOW, conseguir ver os ganhos e festejá-los; trabalhar em equipe sem deixar o ego atrapalhar; mentalidade champion x challenger, desafiar um modelo para chegar no modelo “campeão”.

 

 

Cultura é importante para que a empresa chegue onde deseja, e quem faz a cultura e os meios de chegar até seu objetivo são seus próprios colaboradores. Por isso, os especialistas ressaltaram a importância da participação de todos e a necessidade de entendermos que cada um possui um papel importante e determinantes dentro do ambiente de trabalho.

É fundamental focar em três coisas: acreditar em você mesmo e na empresa; ignorar pessoas que falam que uma ideia não vai dar certo, e sempre testá-las; criar o caminho necessário para chegar até os seus objetivos, mapeando os obstáculos para entender como passar por eles.

E você, o que deseja ter construído daqui alguns anos?

 

 

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