Estratégia

Anúncios em aplicativos: alguns pontos positivos e de atenção sobre o tema

Anúncios em aplicativos de smartphones é bastante utilizado, mas deve ser bem pensado para não se tornar intrusivo

Estamos vivendo, hoje em dia, em um cenário onde o uso de smartphones está em constante crescimento. Cada vez mais podemos notar que utilizamos o mobile para diversas atividades do dia a dia que antes só eram possíveis com um desktop, e, de acordo com um estudo realizado pela App Annie, espera-se que até 2020 ocorram mais de 284 bilhões de downloads em celulares ao redor do mundo.

Outra pesquisa realizada pela Millward Brown Brasil e NetQuest revelou também que as pessoas gastam cerca de três horas por dia em dispositivos móveis. Ao considerarmos que 85% desse tempo é gasto em aplicativos, a previsão é de que, também no ano de 2020, as receitas de lojas de aplicativos móveis superem US$100 bilhões. Esses números provam o enorme potencial de crescimento da tecnologia ao longo dos anos, e também a necessidade de profissionais de marketing investirem em anúncios criados para esses canais de comunicação.

Se você possui um smartphone, muito provavelmente os aplicativos de celular possuem um papel fundamental em alguns momentos do seu dia a dia, como por exemplo para procurar informações, se conectar com amigos em redes sociais ou até mesmo procurar produtos que você deseja comprar. Por esse motivo, eles também são uma maneira poderosa para que as marcas criem relacionamentos mais profundos com os seus clientes, e o marketing de aplicativos móveis é um canal que pode complementar a experiência off-line de uma marca (ofertas especiais em lojas, por exemplo), direcionar o e-commerce ou simplesmente ajudar uma marca a se comunicar melhor com seus clientes.

As oportunidades oferecidas pela publicidade em aplicativos já foram percebidas por inúmeras empresas. Em 2015, a AOL, por exemplo, adquiriu a rede de anúncios móveis Millennial Media por US$238 milhões. A publicidade em aplicativos funciona por ser aprimorada pelos dados de localização, que é o primeiro passo para entender o contexto e aumentar o engajamento, de acordo com Ran Bem-Yair, co-fundador e executivo-chefe da plataforma de anúncios móveis Ubimo.

“A localização desbloqueia muitas camadas de dados que os comerciantes podem analisar, como clima, eventos locais e dados demográficos, para obter uma imagem completa do que está acontecendo em um determinado local em tempo real”, explica, de acordo com entrevista veiculada na ClickZ. “Combinar todas essas camadas de dados para encontrar o público certo para a sua mensagem é o que torna o anúncio em aplicativos realmente efetivo”.

 

Como fazer anúncios em aplicativos funcionarem?

Existem diversas maneiras de anunciar dentro de um aplicativo, como por meio de banners na parte superior ou inferior da tela, vídeos rápidos e postagens patrocinadas, por exemplo. É difícil dizermos qual formato funciona melhor, pois tudo depende dos objetivos da empresa e de resultados de testes.

 

Exemplo de formato de anúncio em app. Fonte: ClickZ

 

Além de realizar testes A/B com tipos de anúncios que serão veiculados, é importante que o anúncio chame a atenção e desperte curiosidade no usuário. Uma rede nacional líder em fast food, por exemplo, promoveu um jogo personalizado que foi jogado diretamente através do banner do anúncio. “Ao atingir os fãs de esportes em um evento esportivo, a marca viu um aumento de 60% no envolvimento em relação à média. Nesse caso, a marca conseguiu criar uma campanha publicitária convincente que foi atendida em tempo real ao público relevante, e viu bons resultados”, lembrou Bem-Yair para a ClickZ.

Uma boa performance e entender o seu público também é essencial. Saiba quais são as necessidades da audiência e veicule anúncios que estejam de acordo com elas, para que, assim, os resultados sejam ainda mais positivos.

 

O que esperar do futuro?

Mesmo sendo, de acordo com números, uma estratégia efetiva, publicidade em aplicativos também pode ser um “inimigo” de profissionais de marketing caso elas sejam usadas da maneira errada. Isso acontece porque muitos usuários consideram anúncios em apps intrusivos, fazendo com que atrapalhem a experiência do consumidor e criem uma imagem ruim para a empresa. Por isso, é importante que a marca saiba a melhor maneira e o melhor momento para chamar a atenção do usuário por meio dessa estratégia. Quando bem utilizada, os resultados podem ser excelente, mas se for utilizada de forma invasiva, a marca pode ser ver penalizada e o efeito pode ser contrário ao desejado.

Essa necessidade de melhorar a experiência dos usuários com anúncios também foi notada no Brasil. Em julho de 2017, uma reunião do Comitê de Veículos do IAB Brasil marcou o comprometimento do país com as ações da Coalition For Better Ads (CBA), organização internacional criada por agências, veículos, anunciantes e fornecedores de tecnologia para avaliar os tipos de anúncios existentes. Um estudo realizado pela empresa nos EUA e na Europa identificou 4 formatos de anúncios em desktop e 8 de mobile considerados intrusivos, baseando-se na aceitação dos consumidores. Os mercados americanos e europeus terão que se adaptar às novas regras que serão divulgadas pela CBA no ano de 2018, e o Brasil está seguindo o mesmo caminho.

“Como as orientações da CBA não nos afetam de imediato, temos tempo para discutir a questão em profundidade, e avaliar a necessidade de repetir a pesquisa localmente. A partir daí, estaremos prontos para sugerir mudanças construtivas na forma como o mercado deve lidar com a publicidade digital”, analisou Paulo Arruda, presidente do Comitê Veículos do IAB, em entrevista ao Adnews.

Outra mudança que vamos ver em Androids em relação à anúncios invasivos será o fim de anúncios que simulem ou imitem a interface, assim como elementos de avisos e notificações do sistema operacional. A nova regra foi divulgada pelo Google, no início de dezembro: “Apps que contêm anúncios enganosos ou interferentes não são permitidos. Eles só podem ser exibidos dentro do app em que são veiculados. Consideramos anúncios veiculados no seu app como parte do app. Os que são exibidos no app precisam estar em conformidade com todas as nossas políticas”.

Além da nova regra, foi anunciado pelo Google que o ano de 2018 também contará com novos formatos de anúncios para aplicativos sendo explorados, juntamente com o aprendizado de máquinas. Segundo a empresa, a Universal App Campaign (UAC) terá como principal foco o Youtube e a PlayStore – loja de aplicativos do Google, e, de acordo com a Exame, possibilidades como anúncios para aplicativos em vídeos de seis segundos exibidos no Youtube antes do conteúdo que será visto estão sendo consideradas.

 

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