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Palavras-chave: como utilizar da maneira correta para site de buscas?

Justiça proíbe empresas de utilizarem nomes de produtos vendidos por concorrentes em sites de busca como o Google

Foi decidido pela 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo, no início de janeiro, que as empresas não podem mais utilizar o nome de produtos vendidos por concorrentes na indexação de buscas do Google.

A prática é considerada concorrência desleal, e uma empresa foi condenada por comprar a palavra “Neocom” nos resultados do site de busca, mesmo sabendo que o termo era utilizado pela concorrente em seus produtos. Como pena, a companhia precisou tirar o termo do seu site e pagar indenização de R$15 mil à outra por danos morais.

De acordo com o relator do recurso, o desembargador Claudio Godoy, não é analisado um “sinal que seja costumeiramente empregado para designar característica do produto”, mas, sim, “o produto da autora, por ela desenvolvido”. Além disso, também foi considerado o fato de que a compra do termo nos resultados de busca pode causar confusão ao usuário, “diluindo-se a marca ou depreciando-se a imagem profissional da vítima”.

O Google possui um suporte para marcas registradas, e de acordo com a própria empresa, ela não investiga ou restringe a seleção de marcas registradas como palavras-chave, mesmo que recebam uma reclamação da marca. Porém, os Termos e Condições do Google Adwords proíbem a violação de propriedade intelectual por parte dos anunciantes, que são responsáveis pelas palavras-chave e pelo conteúdo do anúncio que escolhem.

“Nós levamos muito a sério as alegações de violação de marcas registradas e, como cortesia, investigamos as reclamações válidas levantadas pelos proprietários das marcas registradas ou seus agentes autorizados. No entanto, o Google não pode mediar disputas de terceiros. Sugerimos que os proprietários de marcas registradas resolvam suas disputas diretamente com os anunciantes”, diz o site da empresa.

Algumas medidas são sugeridas pelo Google para que os proprietários de marcas registradas garantam a exclusividade em anúncios no Google Adwords, como por exemplo enviar uma reclamação e autorizar contas específicas do Google Adwords a utilizarem a marca registrada, incluindo a própria conta ou aquelas dos parceiros e afiliados.

 

Quando podemos utilizar palavras-chave de outras empresas e quando não podemos?

É muito comum no meio digital utilizar termos e marcas de grandes empresas como palavra-chave ou parte do texto de um anúncio. Uma loja virtual que vende, por exemplo, produtos de diferentes marcas, utiliza o nome delas para diferenciá-las na hora da venda e isso não é um problema. A concorrência desleal está, no caso, quando uma empresa utiliza a marca registrada da concorrente para se promover.

Utilizar o nome de outra marca para anunciar no Google Adwords é considerado judicialmente errado, já que o anúncio pode enganar o usuário e fazer com que ele pense que é da marca que ele procura, além de estar utilizando a imagem daquela empresa. Caso uma empresa de passagens aéreas, por exemplo, compre o nome da concorrente como uma palavra-chave, seu site aparecerá nas buscas quando o usuário procurar pela outra empresa, causando o que é considerado uma concorrência desleal.

Para resolver o problema, caso sua marca já esteja devidamente cadastrada no INPI, é possível fazer uma reclamação ao Google por meio de um formulário, e tomar as medidas necessárias para que a marca concorrente pare de utilizar seu nome registrado de maneira inapropriada.

 

 

Quais medidas adotar para escolher as palavras-chave certas?

Para que esse tipo de problema com marcas registradas não aconteça, é possível realizar uma análise da concorrência e suas palavras-chave para escolher as próprias palavras na hora de realizar uma estratégia de SEO.

Como explicado pelo especialista Neil Patel, existe apenas uma pequena quantidade de palavras-chave de baixa concorrência em um nicho, durante determinado tempo. Por isso, é importante selecionar palavras de baixo volume, mas que tenham pouca concorrência para que, assim, o tráfego de busca orgânica cresça.

Depois de conseguir conquistar uma autoridade maior e confiança por parte dos usuários e do site de busca, é possível partir para termos que tenham uma concorrência maior. De acordo com o site, a análise de concorrência é muito útil, mas não garante bons resultados. Isso acontece porque, mesmo sabendo quais são as palavras mais utilizadas, não podemos saber exatamente o que o algoritmo do Google leva em consideração na hora de classificar um site, e ele está sempre em constante mudança. Além disso, é importante ressaltar que quanto mais rankings de concorrência forem analisados, mais preciso será o resultado.

Uma boa estratégia de SEO não é fácil e é muito diferente do que era há anos atrás. A internet hoje em dia mudou e existem regras atualmente que nunca existiram antes, como por exemplo, o uso desleal de palavras-chave de concorrentes. Práticas como a chamada Black Hat, por exemplo, eram comuns de serem utilizadas, e hoje em dia não existem mais por serem consideradas erradas.

Existem algumas técnicas e métodos melhores de ganhar a concorrência no Google, como: focar na produção de bons conteúdos; prestar atenção nas palavras-chave utilizadas pelos concorrentes, utilizando elas para seu próprio benefício; utilizar o poder do SEO local, para alcançar o público que está mais perto em relação à sua localização; crie uma estratégia de backlinks para aumentar a popularidade do seu site; denuncie spam, nomes de negócios e endereço de site de concorrentes que utilizam a técnica de palavras-chave em vez de colocar o verdadeiro nome.

Existem inúmeras ferramentas de palavras-chave no mercado atualmente que podem ser utilizadas para escolher de maneira correta quais são as melhores para o seu negócio, como por exemplo: Google Trends, que permite descobrir quais são as principais pesquisas que os usuários estão fazendo durante determinado tempo; Google Keyword Planner, ferramenta gratuita do Google Adwords que oferece ideias de palavras-chave baseadas em pesquisas anteriores; Alexa, que analisa as formas que as pessoas interagem com os sites concorrentes; SEMrush, que oferece ao usuário informações relevantes sobre as palavras-chave pesquisadas e também sobre fluxo de usuários nas propriedades do concorrente; Moz, empresa especializada em SEO que também tem uma ferramenta própria para definições de palavras-chave, a Keyword Explorer (KWE).

 

Fonte: Neil Patel

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