Estratégia

Mudanças nos hábitos de consumo… e na publicidade digital!

Pesquisas mostram que consumidores estão cada vez mais mudando seus hábitos graças à tecnologia, e a publicidade também está se adaptando

Não é de hoje que vemos inúmeras mudanças acontecendo nos hábitos de consumo das pessoas e na forma como os consumidores se relacionam com as marcas. Estamos inseridos em um cenário tecnológico, que trouxe diversas facilidades aos seus usuários e fez com que uma enorme quantidade de empresas surgissem no ambiente online.

Apesar da concorrência ter aumentado, a internet fez também com que os consumidores se tornassem cada vez mais exigentes em relação ao produto ou serviço que escolhem para comprar, além de prezarem sempre por uma praticidade maior. Atualmente, segundo o estudo Webshoppers de 2017, cerca de um quarto das vendas de e-commerce no Brasil foram realizadas por dispositivos móveis. O volume de pedidos via mobile cresceu além dos 35%, e a tendência é que esse número cresça juntamente com a tecnologia.

A democratização do acesso 3G e 4G foi um dos fatores que fizeram com que cada vez mais pessoas passassem a utilizar seus smartphones e tablets como principal ferramenta de acesso à rede, inclusive nas classes menos favorecidas. Uma pesquisa encomendada pelo PayPal e realizada pela Opinion Box, a Tendência do Mobile no Brasil, entrevistou 1.020 m-consumidores brasileiros e concluiu que, hoje em dia, uma maioria significativa de pessoas fazem compras por meio de dispositivos móveis – um total de 92,1%, segundo dados do IBGE.

 

 

No último ano, 2,7 bilhões dos 7,6 bilhões de pagamentos e processamentos realizados online foram feitos por meio de dispositivos móveis. Em relação às compras mais recentes feitas pelo canal, 30% dos respondentes afirmaram terem feito compras nos sete dias que antecederam a pesquisa; outros 20% fizeram compras nos 15 dias anteriores, 21% nos 30 dias anteriores; 11% nos 60 dias anteriores; e mais 18% há mais de 60 dias. Entre os que fizeram compras nos 30 dias anteriores, a quantidade média de compras via mobile foi 4,85 por respondente, enquanto a média de compras pelo computador foi de 3,81.

Cerca de 84% dos entrevistados revelou que compram qualquer tipo de item pelo smartphone ou tablet, mas a categoria campeã é a de Serviços – como, por exemplo, aplicativos para solicitar táxi ou Uber, pedir comida/delivery, recarregar bilhete único, realizar carga celular, etc). A segunda categoria é a lista de Produtos do dia a dia – como produtos de farmácia, supermercado, roupas, acessórios, etc, com 76%. Em terceiro lugar ficaram as Compras Pontuais – como móveis, eletrônicos, eletrodomésticos, etc, com 75% de respostas.

A pesquisa também analisou o fluxo de compras online em desktops e dispositivos móveis. Dos entrevistados, cerca de 30%  afirmaram ter o hábito de iniciar uma compra no celular e terminá-la no computador, enquanto outros 20% fazem o caminho inverso. 49% garantem que preferem comprar e pagar por produtos e serviços via aplicativo, e o índice só não é maior porque 57% dos respondentes ainda se preocupam em baixar aplicativos que ocupam espaço na memória do celular.

 

 

“A pesquisa demonstra que apostar no mobile pode ser a chave de um futuro promissor para muitas lojas virtuais. Como o smartphone está se tornando o controle remoto do mundo, faz total sentido que as empresas invistam nas possibilidades desse dispositivo. Nós do PayPal, que acreditamos no poder de democratização dos serviços financeiros via mobile, trabalhamos dia e noite para criar a melhor experiência de compra de produtos, serviços e gerenciamento de recursos para nossos clientes. Os números do estudo do Opinion Box vão ao encontro desse nosso esforço para democratizar os serviços financeiros”, ressaltou Thiago Chueiri, diretor de desenvolvimento de negócios do PayPal Brasil para o PropMark.

 

Profissionais de marketing também estão mudando suas estratégias

Não são apenas os consumidores que estão mudando seus hábitos. Anunciantes também estão, cada dia mais, procurando novos caminhos para se comunicarem de maneira mais impessoal com o seu público, alcançando a audiência certa e no momento certo. Hoje em dia, temos uma quantidade enorme de sites, redes sociais e meios de comunicação online que permitem um relacionamento da marca com o seu cliente, mas é importante saber quais deles são os melhores para alcançar o seu objetivo.

Uma das mudanças mais impressionantes que podemos notar é que: o duopólio dos gigantes Google e Facebook no mercado de anúncios digitais dos EUA cairá em 2018 pela primeira vez em anos, de acordo com uma nova projeção do eMarketer. E qual seria o motivo? Simples! Seus concorrentes, como Amazon e Snapchat, estão começando a chegar cada vez mais perto nessa corrida.

“As duas empresas vão capturar uma combinação de 56,8% do investimento em publicidade digital dos EUA em 2018, ante 58,5% no ano passado” disse a pesquisa. “Players menores como Amazon e Snapchat estão experimentando um crescimento mais rápido do que o esperado”.

Nos últimos anos, o Facebook e o Google pareciam imbatíveis. No entanto, problemas de métricas e fraudes, por exemplo, foram alguns dos fatores que, aos poucos, estão diminuindo esse domínio tão grande. Recentemente, o Facebook tem realizado algumas mudanças no alcance de publicidade, impulsionamento de publicação e apresentação de métricas aos anunciantes. A empresa afirma que está realizando essas mudanças para proporcionar uma melhor experiência ao usuário, mas ttambém está passando por algumas polêmicas de vazamento de dados e todas essas práticas acabam colocando em dúvida a transparência da rede com os anunciantes e com todos os usuários.

No Reino Unido, em 2016, por exemplo, as duas empresas arrecadaram mais de 70% de todos os gastos com publicidade digital. Em 2017, foram mais de 63% de todos os gastos com publicidade digital nos EUA. Esse domínio maciço, no entanto, é uma tendência muito recente, historicamente falando. Em 2015, os dois gigantes da internet possuíam cerca de 40% dos gastos digitais globais, e em 2012, bem antes de começar a monetizar de maneira mais agressiva, o Facebook tinha pouco mais de 5% dos gastos com anúncios globais.

E o que é o mais interessante de tudo isso?

A participação do Google e do Facebook nos novos gastos com publicidade digital está diminuindo.

Este ano, eles acumularão quase 48% dos novos gastos, e esse número foi de quase 73% em 2016.

 

Fonte: eMarketer

 

Claramente, os gigantes ainda são gigantes. Mas algumas mudanças estão acontecendo neste cenário e outras grandes empresas também estão conquistando um espaço maior.

1. Facebook e Instagram

O Facebook gerará US $21 bilhões em receitas de anúncios digitais nos EUA em 2018, um aumento de 16,9% em relação a 2017. Mas sua participação no mercado de anúncios digitais do país será de 19,6%, em comparação a 19,9% no ano passado.

“A taxa de crescimento do usuário do Facebook nos EUA desacelerou e agora é quase igual à dos usuários de internet, enquanto os preços dos anúncios da News Feed podem estar atingindo o seu limite”, opinou Monica Peart, diretora de previsão da eMarketer na pesquisa. “Enquanto isso, o Instagram – com sua crescente base de anunciantes – rapidamente se tornará o motor que impulsiona o crescimento da empresa em geral”.

Em 2018, o Instagram, com sede no Facebook, receberá US $5,48 bilhões em receitas publicitárias, representando mais de 5% do mercado de anúncios digitais dos EUA. A participação do Instagram nos ganhos de anúncios moveis atingirá 7,3%, e também representará mais de um quarto (28,2%) das receitas móveis dos EUA no Facebook este ano.

2. Google

O Google irá arrecadar US $39,92 bilhões no total de dólares digitais nos EUA em 2018, um aumento de 14,5% em relação a 2017. Ainda assim, o player dominante – uma posição que deverá continuar ocupando nos próximos anos – terá uma participação no mercado de anúncios digitais diminuída ligeiramente, passando para 37,2% em 2018 em relação aos 38,6% do ano passado.

3. Amazon

A Amazon está crescendo lentamente, mas, sem a menor dúvida, está afugentando seus maiores rivais na publicidade. Este ano, as receitas publicitárias dos EUA subirão 63,5% para superar os US $2 bilhões pela primeira vez. Essa expansão dará à Amazon uma participação de 2,7% no mercado de anúncios digitais do país. Até 2020, essa participação aumentará para 4,5%. Pouco mais do que um terço dos ganhos publicitários da Amazon virá do celular em 2018, dando-lhe uma participação de 1,3% na receita móvel global.

“A Amazon encontra-se em quinto lugar entre os principais vendedores de anúncios digitais nos EUA, e está no caminho certo para chegar em terceiro lugar até 2020 – superando a Microsoft e a Oath”, disse Peart. “Até agora, tem sido conservador em sua carga de anúncios. Continua a ser uma questão aberta sobre quando a Amazon irá tirar proveito de seu alcance significativo e dominância em dados de clientes ricos para aumentar a colocação de anúncios em outras áreas”.

4. Snapchat

As receitas publicitárias dos EUA do Snapchat saltarão 81,7% este ano, totalizando US $1 bilhão pela primeira vez. Esse aumento significa que ganhará uma participação de 1% nas despesas de anúncios digitais dos EUA, ante 0,6% no ano passado.

5. Twitter

O Twitter verá o declínio dos ganhos de publicidade dos EUA pelo segundo ano consecutivo em 2018, caindo 4,9% para US $1,12 bilhão. A participação da empresa no mercado de anúncios digitais irá diminuir para 1% este ano, abaixo da previsão do eMarketer de 1,5% em setembro.

Hoje em dia, as redes sociais e todo o ambiente online permitem que o usuário realize compras, se comunique com uma marca, recomende um produto ou serviço para milhares de pessoas e pesquise sobre ele em diversos canais de comunicação. Por isso, é importante que uma empresa esteja sempre atenta às mudanças que a tecnologia vem trazendo ao longo dos anos, às mudanças nos hábitos do consumidor e, principalmente, utilize elas para otimizar o seu trabalho.

 

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