Estratégia

O que rolou no Festival Path 2018?

Evento aconteceu no último final de semana, em São Paulo, e contou com mais de 300 palestras e atividades em pontos da cidade

Inovação e criatividade são os principais pilares do Festival Path, evento que teve sua edição de 2018 no último final de semana (19 e 20/05) em Pinheiros, São Paulo. A ideia é fazer com que o público possa circular, além da sua sede no Instituto Tomie Ohtake, em outros pontos da cidade nas redondezas, como o Centro Cultural Rio Verde, a Escola Britânica de Artes Criativas e o Largo da Batata.

Ao longo dos dois dias de evento, foram realizadas mais de 300 palestras, shows, oficinas, workshops e, até mesmo, exibições de filmes pela VICE. Vários temas incluindo o mercado de publicidade foram abordados, como a diversidade das agências de comunicação, obstáculos na era digital e inteligência artificial nas eleições, por exemplo. Por isso, fizemos o compilado dos resumos de duas empresas que estiveram presentes em algumas das principais palestras e atividades que aconteceram por lá! Confira:

 

A era da influência e o papel da tecnologia

O palestrante Dado Schneider esteve presente no festival, falando sobre os diferentes momentos do mercado de consumo até os dias de hoje. De acordo com o portal Geek Publicitário, o especialista explicou que nos anos 1960 vivemos a era do ser; em 1970, vivemos a era do ter; em 1990, vivemos a era do parecer e, nos anos 2000, estamos inseridos na era do aparecer.

Para Schneider, atualmente, na era do aparecer, a sociedade está cada vez mais egocêntrica e valorizando o consumo coletivo. Hoje em dia, o ser humano tem mais facilidade em executar tarefas que dependem da tecnologia e menos tempo para a sua vida pessoal.

 

Inteligência artificial nas emoções humanas

A palestra realizada por Ruben van de Vem abordou como a inteligência artificial, hoje, é utilizada por empresas para tentativas de mapear emoções humanas a partir de suas expressões faciais, como tristeza, raiva, medo, alegria, nojo e surpresa.

 

Painéis da Globosat

A Globosat, que tem cada vez mais investido em conteúdos de qualidade para seus clientes, teve seis painéis no festival abordando temas como: “Prazer, somos a Geração Alpha”; “Filmes e séries: o protagonismo do tempo”, do Telecine; “Torcedores do Brasil”, do SporTV; “Nunca se falou tanto sobre música”, do Multishow e “O mundo secreto das mulheres”, da GNT.

 

Porta dos Fundos e o Youtube

Outro painel que ganhou grande destaque no evento foi da palestra de Ian SBF, do Porta dos Fundos e Deive Pazos, do Jovem Nerd, que falaram sobre o crescimento do canal no Youtube e como esse modelo revolucionou o humor na internet e, consequentemente, levou algumas influências para meios offline como a TV.

De acordo com o Geek Publicitário, Ian ressaltou que a ideia inicial do Porta dos Fundos era conseguir um espaço na TV, mas depois de um tempo perceberam que não seria necessário pois já tinham um grande público online. No entanto, por causa disso, a empresa passou também por diversos obstáculos em criar campanhas ou receberem o valor justo de um trabalho patrocinado. A Spoleto, por exemplo, foi o primeiro cliente real do canal, que interpretou o vídeo realizado pela empresa como uma oportunidade de gerar ações com o seu público.

 

Métricas de conversão e ROI para ações com e-commerces

O portal também falou sobre a palestra de Daniel Aguiar, Diretor de Marketing do Mercado Livre, Dora Figueiredo, criadora e Viviane Vilela, da E-commerce Brasil, sobre os desafios de conseguir mensurações em um cenário online e de influenciadores digitais, os diferentes modelos de mensuração, a importância da conversão assistida e onde é calculada a eficiência de cada uma das mídias no processo de decisão de compra de um consumidor.

 

Fonte: Divulgação

 

Tendências mapeadas pela White Rabbit e O Panda Criativo

As empresas tiveram o trabalho de reunir os principais assuntos abordados durante todo o festival para mapear seis macrotendências para os próximos meses. Em uma apresentação final que aconteceu no domingo, a pesquisa foi revelada e teve o trabalho de mais de cinquenta pesquisadores mencionados. As seis macrotendências do evento citadas no mapeamento foram:

1. Purpose First: durante o festival, foram abordados temas como o capitalismo consciente e cadeia de produção, com o objetivo de analisar o mundo e o consumo de forma mais madura. Durante sua apresentação, Hugo Bethlem, um dos fundadores do Instituto Capitalismo Consciente, levantou a questão de que, atualmente, é preciso um propósito para criar uma empresa. Por isso, de acordo com o especialista, o empreendedor deve se perguntar antes de tudo: “porque ela deveria existir?”; “Qual diferença minha empresa faz para o mundo?”; “Quem sentirá sua falta caso ela desapareça amanhã?”. Uma pesquisa com 130 mil pessoas ao redor do mundo revelou que 70% delas não se importariam se alguma empresa desaparecesse. Por isso, é preciso que o propósito tenha como visão todas as cadeias, desde a produção até o consumo e seja consciente.

2. Connected Dots: quanto mais a sociedade começa a questionar o statuos quo, mais estamos nos formando uma grande aldeia global, com novos padrões de distribuição, novas organizações de trabalho e hierarquias. Bruno Lanna, diretor da Perestroika BH, acredita que, atualmente, estamos todos conectados para encontrar um equilíbrio entre os âmbitos profissionais e pessoais.

3. Bursting Bubbles: atualmente nos deparamos com uma nova forma de mídia que surgiu juntamente com a internet. Nela, temos que entender sobre as fake news, novos players, novas linguagens, questões de transparência e privacidade, entre outros fatores que fazem com que as pessoas consigam utilizar as ferramentas online da melhor maneira possível. Leonardo Andrade, da Spark, falou em palestra sobre a internet ter se tornado um negócio e, consequentemente, começar a ser burlada por pessoas que desejam obter retorno dela de maneira desonesta. O profissional, portanto, vê a tendência da descentralização como uma alternativa à essas intenções de burlagem. Ou seja, o que precisamos é ouvir pessoas falando sobre o que pensam, e não instituições. Por isso que, cada vez mais, os influenciadores estão ganhando seu espaço na mídia e a confiança da audiência. No entanto, essas pessoas também passam por crises de credibilidade por conta da publicidade e interações falsas nas redes sociais, por exemplo.

4. Humanism Renaissance: estamos inseridos em um cenário onde, cada vez mais, a tecnologia está conseguindo realizar funções que nem seres humanos são capazes. No entanto, toda essa mudança que poderia estar trazendo apenas benefícios para a sociedade, está fazendo com que ela se perca cada vez mais. Lala Trajano, em sua palestra, falou sobre a importância de nos questionarmos se estamos utilizando a tecnologia da melhor maneira possível, É aí também que entra a questão de capitalismo consciente e propósito de trabalho, já que em alguns anos, a grande maioria dos trabalhos serão feitos por robôs;

5. Hacking Health: a preocupação com a nossa saúde tem crescido nos últimos tempos. De acordo com a geógrafa Fernanda Teyura, nossa expectativa de vida atualmente é de 120 anos, o que significa que precisamos cuidar melhor do nosso corpo para chegarmos nessa idade com saúde. Diversos painéis falaram sobre o assunto e como a tecnologia está avançada nessa área. A IBM é uma empresa que utiliza a inteligência artificial para ajudar pacientes de diabetes, por exemplo, a serem alertados até três horas antes de uma crise glicêmica; a especialista também ressalta que, no futuro, seremos capazes de beneficiar ainda mais pessoas doando dados da nossa saúde que gerarão insights.

6. Omnidesign: estamos vivendo em um cenário VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo), e o design deve ser um ecossistema colaborativo. Hugo Rafael, da Ana Couto Consultoria, falou sobre o tema e sobre a importância de colocar o ser humano no centro de todas as estratégias. Ou seja, não pensar no ser humano apenas como um consumidor, mas sim como estando envolvido em todo o processo de produção.

 

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