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A operação de tecnologias e internet durante o Furacão Florence

Com a chegada do furacão nos EUA, empresas de internet móvel estão se mobilizando para facilitar a comunicação e a conectividade

O Furacão Florence, que está atingindo a costa dos Estados Unidos a partir da manhã dessa quinta-feira (13/09), é centrado entre as ilhas de Bermudas e Bahamas, mas ainda tem a sua trajetória incerta. Apesar disso, especialistas afirmam que ele é extremamente perigoso e representa uma grave ameaça à região da Carolina do Norte e Carolina do Sul, trazendo chuvas torrenciais e enchentes nos locais impactados e atingindo cerca de 10 milhões de pessoas que vivem nas áreas.

Na região da Carolina do Norte, 11 mil pessoas já afirmaram estarem sem energia, e logo em seguida ele deve ir para o sudoeste e se mover ao longo do continente. Mesmo na manhã desta quinta-feira o furacão tendo se rebaixado para a categoria 2 (em uma escala de 5), com redução da velocidade dos ventos de 195km/h para 165km/h, o governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, ordenou na última segunda-feira a evacuação obrigatória de cerca de um milhão de pessoas da costa.

Além da Carolina do Norte e da Carolina do Sul, os estados de Geórgia, Virgínia, Maryland e o Distrito de Columbia (aonde fica Washington), também declararam estado de emergência com a chegada do furacão.

 

Como a conectividade será impactada nessas regiões?

À medida que milhões de pessoas evacuam e região costeira, diversos preparativos estão sendo feitos para ajudarem a manter as pessoas conectadas à internet. Os provedores de serviço de internet sem fio estão montando equipes de apoio e máquinas de alta tecnologia para reparar e restaurar a conectividade no rastro da tempestade, e várias empresas estão oferecendo hotspots gratuitos para que as pessoas possam manter contato com todos, desde as suas famílias até os socorristas, caso suas conexões de Wi-Fi sejam interrompidas.

A empresa de serviços a cabo Spectrum, por exemplo, está oferecendo “mais de 5.000 hotspots Wi-Fi” nas áreas da Carolina do Norte e da Carolina do Sul, de acordo com o portal Wral TechWire. A empresa lançou recentemente seu próprio serviço sem fio, mas seus hotspots Wi-Fi eram acessíveis apenas para assinantes.

Além disso, está sendo inclusa uma coleção de máquinas com monitores destinados a ajudar a na rede de comunicação da área atingida. Há as COWs (Cells on Wheels and Wings, ou seja, que possuem rodas e asas), COLTs (Cells on Light Trucks, que são caminhões leves), CROWs (Cellular Repeaters on Wheels, que são repetidores celulares), GOATs (Generators on a Trailer, ou geradores em um trailer) e Spiders, teias de circuitos destinados a melhorar a conectividade em lugares como hotéis, centros de comando e abrigos temporários. Além disso, também serão implantados dezenas de drones para avaliar os danos às milhares de torres de celular que cobrem a Carolina do Norte, Carolina do Sul e região de Virgínia, e espera-se que suportem o impacto.

A responsabilidade dos provedores de telefonia móvel tem crescido muito nos últimos anos, já que, de acordo com o Centro Nacional de Estatísticas de Saúde dos EUA, mais de 52% das casas terem apenas telefones sem fio. Todas as principais operadoras de telefonia móvel – AT&T, Sprint, T-Mobile e Verizon – estão bem preparadas para o furacão. Entre suas principais missões, está garantir que as torres de celular continuem sendo operadas.

As torres de celular, normalmente, possuem geradores no local que mantêm os sites funcionando por três a cinco dias caso a área perca energia. Desde que os ventos não ultrapassem a faixa de categoria de 130 a 160km/h, elas provavelmente permanecerão intactas, de acordo com Roger Entner, fundador da Recon Analytics em entrevista à USA Today. “O problema vai acontecer quando eles ficarem sem combustível. Quanto mais rápido a energia voltar, menos problemas teremos”, garantiu.

A Verizon mantém tanques de combustível prontos para entrarem na área, uma vez que for seguro. A empresa montou dois centros de comando de emergência do furacão Florence: um em Charlotte, na Carolina do Norte, para lidar com as respostas nas áreas costeiras atingidas pela tempestade; e outro no sul da Virgínia, caso ele vá mais para o norte do que o previsto.

Além da tempestade, as empresas de internet sem fio fortalecem escritórios e prédios que abrigam junções de redes críticas chamadas switches. Esses prédios sem janelas são construídos para resistirem à ventos da Categoria 5 e até mesmo explosões de bombas, mas ainda assim devem ter verificadas as suas baterias, geradores e suprimentos de combustível.

 

O Flying COW da AT&T foi lançado em Porto Rico em 2017, após o furacão Maria. Voando 200 pés acima do solo, ele pode fornecer conectividade sem fio para os clientes em uma área de até 40 milhas. Fonte: AT&T e USA Today

 

Uma vez que a tempestade tenha passado, os provedores usarão drones para avaliar os dados e, se necessário, o Flying COW poderá ser utilizado para fornecer cobertura wireless temporária, até que as torres estejam funcionando normalmente.

Outros veículos móveis são implantados para ajudarem os socorristas e os moradores mais atingidos. “Temos centros de comunicações móveis que podemos implantar em comunidades que foram impactadas, para que as pessoas tenham aonde carregar seus telefones e acessarem a internet”, explicou Karen Schulz, porta-voz da empresa.

 

A Verizon implanta Centros de Comando de Emergência sem fio em desastres para ajudar socorristas e residentes. Fonte: Verizon e USA Today

 

A Verizon também disse que as restrições de velocidade de dados foram canceladas aos socorristas na Carolina do Norte, Carolina do Sul e Virgínia. No mês passado, a empresa recebeu críticas por ter diminuído a velocidade dos dados de um corpo de bombeiros durante um incêndio florestal e, posteriormente, anunciou que não iria mais colocar tais restrições em socorristas durante emergências na Costa Oeste.

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