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O que vimos no primeiro dia do Expo Fórum Digitalks 2018?

Nossa equipe esteve presente no primeiro dia do evento de marketing digital, tecnologia e tendências e contou um pouco do que viu por lá

Está acontecendo, durante os dias 04/09 e 05/09, o Expo Fórum Digitalks 2018, evento que passa por diversas cidades do Brasil ao longo do ano e reúne mais de 4 mil participantes, mais de 20 atividades, grandes formadores de opinião do mercado e quatro auditórios que abordam os temas variados sobre marketing digital, dados, vendas, tecnologia, experiência do cliente e tendências.

Nossa equipe está presente nos dois dias de evento, e estamos fazendo uma cobertura completa de todas as atividades que acompanhamos nos Stories do Instagram. Não deixe de nos acompanhar por lá, hein? Siga nosso perfil em @reampadsolutions!

Além disso, também preparamos um breve resumo de algumas das palestras que assistimos durante o primeiro dia:

 

“Indicadores de Desempenho para o time de Marketing” – com Roberto Rocha, do Marketing da LeadLovers

Mais do que ter dinheiro para investir a área de marketing de uma empresa, é necessário termos o planejamento para gastá-lo. Não adianta ter muito dinheiro disponível para uma estratégia e não saber o que fazer com ele, tomando decisões sem ter uma visão mais aprofundada de base. Enquanto isso, muitas vezes, quem tem menos dinheiro para investir mas sabe como utilizá-lo, consegue mais sucesso, já que teve o esforço de planejamento e previsão.

O especialista destacou, durante a palestra, a importância de saber quando o dinheiro investido gerou de resultado para a empresa, seja ele na área de marketing, em toda a agência ou o dinheiro de uma campanha específica. Quando o profissional não tem uma visão clara dessa informação, todo o seu trabalho pode estar fadado ao erro, seja por não conseguir enxergar os problemas ou também porque sem essa análise muitas das ações podem estar gerando uma performance não tão boa quanto o esperado, mas continuam a rodar mesmo sem sucesso pois ninguém está olhando a fundo cada ponto que a envolve.

 

 

Além de olhar o funil de vendas, é necessário entrar com análise de cada ação feita, quanto se colocou de dinheiro, quais os resultados, e o quanto de retorno isso trouxe. A integração entre as ferramentas de marketing digital se mostra necessária para a compilação dos resultados e melhor visualização dos mesmos, o que é um grande desafio para a área, uma vez que se tornou normal equipes de marketing fazerem o uso de diversas ferramentas e softwares e terem informações espalhadas em cada uma delas.

Por isso, é importante que a empresa crie metas para cada atividade e ação que for realizada e acompanhe todas elas de perto, com mensurações como taxa de conversão, CPC, CPL, CAC e ROAS. Dessa maneira, com os resultados em mãos, é possível saber com maior precisão quais pontos estão entregando resultados ruins, onde é preciso investir mais dinheiro, o que pode ser otimizado, o que está funcionando bem e visualizar sempre os comportamentos dos usuários e previsões para o seu negócio.

Para empresas com modelos de assinatura, isso pode funcionar com ainda mais facilidade. Com um planejamento do funil, o profissional consegue prever quanto colocar no começo do mês de investimento, e a partir disso, ter uma ideia de qual a previsão de resultados para o fim deste mês.

 

 

Assim, olhando mês a mês para esses resultados, quando existe algo errado, logo é possível identificar em qual etapa aconteceu e entender qual foi o problema que fez esta etapa ser pior em relação aos outros meses – ou também no caso contrário, quando os resultados são muito melhores do que os últimos mensurados anteriormente.

Usar ferramentas que se integram e demonstram os dados de forma homogênea pode facilitar muito o dia a dia dessas análises e, sendo assim, aumentam o sucesso das ações da área de marketing.

 

“O desafio da Transformação Digital no Marketing” – com Rodrigo Marcondes, VP de vendas da Adobe

Estamos vivendo na era da tecnologia, da transformação e dos dados – de acordo com a Forbes, nos últimos dois anos, conseguimos produzir 90% dos dados que temos acesso atualmente. Além disso, até 2020, é previsto que teremos mais pessoas no mundo com acesso à smartphones do que pessoas com acesso à água e luz!

Com a chegada da tecnologia e da internet, podemos encontrar uma quantidade cada vez maior de informações, produtos e serviços online. E foi graças à essa evolução, que se tornou essencial que as marcas investissem em um bom relacionamento e uma boa experiência com o cliente.

O consumidor está se tornando ainda mais exigente em relação à marca do que era anos atrás. Por isso, de acordo com Rodrigo Marcondes, VP de vendas da Adobe, novos desafios estão surgindo no mercado. “Nunca foi tão difícil interagirmos com os clientes e coletarmos seus dados. E isso acontece por conta da enorme quantidade que temos disponível”, ressaltou. Isso significa que, caso uma estratégia bem definida não seja pensada anteriormente pelo profissional de marketing desde a construção de seu relacionamento com o cliente ou cliente em potencial, será ainda mais difícil de se aproximar dessas pessoas.

 

 

E é nesse cenário que surgem inúmeras startups investindo no marketing e mudando completamente o status quo de empresas centenárias, que podem deixar de existir do dia para a noite. Um exemplo citado pelo especialista foram as Yellow Bikes, um sistema de compartilhamento de bicicletas, implantado na cidade de São Paulo recentemente e que tem como concorrente direto grandes marcas já consolidadas, como Uber e 99Taxis.

Além disso, outro exemplo dado por Rodrigo foi que, de acordo com pesquisas, 60% dos consumidores da geração Y topariam ter Facebook, Google e Apple como banco, e 56% para seguros e investimentos. Os números são altos, o que mostram que a experiência que essas pessoas possuem com as marcas desde sempre – já que a geração praticamente “nasceu” junto com as plataformas e já cresceram aprendendo a utilizá-las –, pode ser um fator determinante na hora de optarem por um serviço ou produto como bancos, seguros ou investimentos. Ou seja, pode ser que, futuramente, empresas como o Facebook, Google ou Apple se tornem concorrentes diretas de empresas desses setores que já são conhecidas como referência.

Outra prova de que o cenário digital está mudando é que, de acordo com estudo apontado durante a palestra, 58% das transições bancárias do Brasil são feitas por aplicativos por causa da comodidade, da interface disponível e do hábito que temos de fazer negócios em canais digitais de uma maneira mais prática. Quando paramos para analisar aonde as pessoas realizam essas transações, as respostas provam que o celular e todos os seus recursos são muito presentes em qualquer momento do nosso dia a dia:

 

 

E é diante de todas essas mudanças que o especialista citou, também, a grande importância de uma boa experiência do consumidor. “Hoje em dia, as pessoas não compram mais produtos, e sim experiências, tanto em pontos de venda, como na internet, etc. É inconcebível, com o tanto de tecnologias e informações que temos sobre as pessoas, você entrar em um site de e-commerce, por exemplo, e ele não ser personalizado para você”, destacou.

Não é mais nenhuma novidade que a personalização aumenta os índices da empresa, tanto de conversão como, até mesmo, de satisfação dos funcionários. No entanto, muitas empresas ainda não prestam atenção nisso e acabam fornecendo uma experiência não tão boa para aquele usuário em seu site – ou seja, consequentemente, estão gastando dinheiro em campanhas atoa.

 

 

Confira o vídeo realizado pela Adobe e utilizado como exemplo pelo especialista durante a palestra sobre personalização de conteúdo para cada usuário:

 

 

É certo que, atualmente, o cliente pode fazer uma empresa crescer ou desaparecer. Hoje, apenas 1% deles consideram que a sua necessidade como experiência estão de fato sendo atendidas pelas empresas, de acordo com a pesquisa realizada pela Adobe em agosto de 2018. Além disso, 84% dos clientes afirma que não querem ser tratados apenas como números por uma marca, mostrando ainda mais a importância das empresas saberem mais sobre ele (e não saberem mais do que ele).

 

 

 

 

 

Resumidamente, durante a palestra, pudemos entender que saber o contexto em que o usuário está inserido, informações pessoais de seus clientes ou potenciais clientes, antecipar as oportunidades e possíveis problemas durante o caminho, orquestrar a estratégia e medir resultados são passos fundamentais para uma boa experiência e, consequentemente, atraem mais clientes para o seu negócio graças ao meio digital.

 

 

“Como criar uma estrutura de Inbound Marketing?” – com Harley Correia, CEO da Insideout

O Inbound Marketing é uma estratégia que vem atraindo cada vez mais empresas que entendem a importância de investir no negócio para atrair mais clientes. De maneira geral, trata-se do conjunto de estratégias de marketing de conteúdo que tem como principal objetivo atrair uma boa quantidade de clientes interessadas no seu produto, chegando no seu site de maneira orgânica por meio de informações que sejam relevantes para eles.

Diferentemente do marketing tradicional, o Inbound Marketing não é uma estratégia utilizada por empresas que querem procurar clientes através de campanhas, mas sim utilizar canais de comunicação online – como blogs, e-mail, redes sociais e mecanismos de busca – para serem encontradas e construírem um bom relacionamento com a sua audiência. Dessa maneira, cada vez mais usuários estarão interessados nos seus produtos e serviços, procurando entender mais sobre a marca que pode trazer respostas para seus desejos e necessidades.

De acordo com Harley Correia, CEO da Insideout, existem 7 passos essenciais que devem ser aplicados por uma empresa na hora de construir a sua estratégia de Inbound Marketing:

 

 

1. Escolha seu público-alvo: saber quem são as pessoas com as quais você deseja trabalhar é o primeiro passo fundamental para entender quais conteúdos serão relevantes para ele. Por isso, defina quem será a sua audiência por meio de práticas como:

  • Definição de seus dados demográficos, comportamentais e sociais (idade, sexo, formação educacional, localização, poder aquisitivo, entre outros);
  • Definição de seu ICP (informações que dizem sobre o nicho que pertence seu cliente, segmento de atuação, porte da empresa ideal, localização, entre outros);
  • Mapa da empatia: na grande maioria das vezes, mexer com o emocional dos consumidores é o que pode convencê-los a realizar uma compra. Por isso, se você realiza um mapa da empatia e entende o que seu público sente, escuta, fala e precisa, sem dúvidas, você irá conseguir se comunicar melhor com ele e, consequentemente, gerar conteúdo;

2. Conheça seu negócio: é essencial definir sobre o que a sua empresa vai falar e de que maneira. Para isso, práticas como a criação de uma proposta de valor e um bom entendimento da jornada do cliente e das fases do Inbound Marketing (atrair, converter, fechar e encantar o cliente) são adotadas pelos profissionais.

 

 

3. Atração: agora que você já sabe um pouco mais sobre o seu produto e sobre o seu público, é preciso pensar em estratégias de como atrair essas pessoas. Para isso, são utilizados recursos como conteúdos utilizando headlines, textos e palavras-chave pesquisados anteriormente e análise do comportamento dos clientes em redes sociais, por exemplo. Depois de entregar o seu conteúdo de maior valor, deixe claro para o visitante do seu site por qual canal ele deve entrar em contato com você – como e-mail, site, telefone, etc;

 

 

4. Conversão: agora que a pessoa já foi atraída para o seu negócio e tornou-se um Lead, é preciso que o site esteja muito bem otimizado para ela, desde a suas landing pages até os formulários que serão preenchidos pelo usuário, o copywriting do site, entre outros. Dessa maneira, uma conversão é realizada ainda mais facilmente;

 

 

5. Fechar: existem diversos recursos disponíveis para a fase de fechar um negócio com o cliente, como CRM, Whatsapp, Skype ou telefone. Aproveite para utilizar essas ferramentas e falar com os seus clientes para conhece-lo melhor, fazendo com que eles saibam mais sobre a sua empresa também. Por meio dessa comunicação, o cliente pode dizer o que espera da empresa a partir desse estágio e quais são os seus objetivos, para que seja mais fácil de atingi-los. Crie um processo de vendas que nada mais é do que uma Engenharia Reversa de todo o caminho que você e seu time precisam percorrer para atingir a sua meta;

 

 

6. Relacionamento: por meio da automação de marketing é possível obter um relacionamento ainda maior com os clientes. Nem todos eles fecham negócio ao chegar nesse estágio, mas os que fecham devem ser compreendidos para saber se estão perto ou longe de seus objetivos – que foram levantados pela empresa anteriormente. Tenha uma pesquisa de satisfação pronta, que permite que você mude o que não está funcionando da melhor maneira. Afinal, o grau de satisfação do seu cliente é proporcional à distância que ele se vê do objetivo dele. Caso o consumidor não tenha fechado o negócio, você pode coloca-lo de volta ao fluxo de compra e pesquisar para entender o motivo da perda, podendo, assim, eliminar essas objeções.

 

 

7. Não tente vender para quem não está pronto: o resultado do Inbound Marketing não vem a curto prazo. Se alguém prometer isso para você, desconfie, pois a paciência é essencial nesse processo. “Lembre-se de medir tudo o que for feito, pois o que não é medido, não é gerenciado”, destacou Harley.

 

#ExpoForumDigitalks2018

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