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O que vimos no primeiro dia do RD Summit 2018?

Nossa equipe está presente nos três dias de evento e contou um pouco do que viu por lá

Nossa equipe está presente essa semana no RD Summit 2018, maior evento de marketing digital e vendas da América Latina que acontece em Florianópolis durante três dias. Com mais de 150 palestrantes e 10 mil participantes, estaremos fazendo uma cobertura do que vimos pelo evento nos nossos Stories do Instagram (@reampadsolutions) e aqui no blog! Por isso, não deixe de acompanhar as novidades e todos os temas que serão abordados durante as atividades, englobando áreas como empreendedorismo, negócios, marketing, Inbound, SEO, mídias sociais, vendas, entre outros.

Mas, afinal, o que vimos no primeiro dia do evento? Tiago Soncini, Cristiane Gomes e Carlos Durão contaram um pouco das palestras que assistiram por lá!

 

“O que são perfis comportamentais?” – Verônica Ahrens

A palestra sobre perfis comportamentais foi realizada por Verônica Ahrens, escritora e consultora que atua há mais de 10 anos em Gestão e Desenvolvimento Humano com foco em maximização de performance. A especialista falou sobre os diferentes perfis comportamentais existentes na metodologia DISC: Dominância (D), Influência (I), Estabilidade (S) e Conformidade (C). De acordo com ela, ao conhecer melhor suas características comportamentais, o profissional consegue encontrar maior satisfação e sucesso, já que está exercendo atividades adequadas ao seu perfil.

 

 

Como explicado por Verônica, existem quatro pilares com características predominantes sobre cada pessoa. Quando sabemos cada uma delas e identificamos em nós mesmos, conseguimos desenvolver essas habilidades melhor em papeis onde atuamos, ou elas podem nos ajudar no desempenho aonde não atuam, além da combinação entre esses papeis.

 

 

Quando analisamos as quatro colunas, é possível combinarmos até três delas em um perfil – mas nunca quatro. A outra possibilidade é uma pessoa ter características muito marcantes de apenas alguns dos pilares, sendo considerada um perfil “alto”. Para identificar esses perfis, existem certas características que são ainda mais evidentes em cada um, definindo papeis de maneira assertiva e permitindo saber como lidar com cada um deles:

 

 

Para a especialista, ao identificar em si e nos outros as preferências de comportamento, obtendo dessa maneira uma visão geral dos fatores que motivam cada perfil, é possível definir estratégias para gerar uma melhor comunicação e aprimorar os relacionamentos interpessoais. Além disso, é importante conhecer os pontos fortes e pontos fracos de cada um, com base nos resultados DISC, para construir um plano de ação individual de desenvolvimento.

 

“Nubank: os bastidores de uma das startups mais valiosas do mundo” – Marcelo Toledo

O que acontece nos bastidores da Nubank foi o tema da palestra de Marcelo Toledo, diretor de engenharia, que possui mais de 18 anos de experiência em startups de tecnologia e hoje apoia o desenvolvimento e infraestrutura tecnológica da empresa.

Para o especialista, a inovação muitas vezes é mais barata e mais simples do que se imagina. Para provar o seu ponto de vista, contou um case sobre uma marca de pasta de dente: a empresa descobriu um problema onde determinadas embalagens estavam sendo vendidas sem a pasta dentro dela. Por isso, os diretores arrumaram uma solução onde uma balança pesava a embalagem ainda na máquina de produção, e caso o seu peso estivesse fora do padrão, a máquina parava e um robô retirava o produto da esteira – processo que custou em torno de R$ 800.000.

No entanto, os operários notaram que em muitos casos a produção perdia tempo por conta desse processo. Como resultado, foram comprados ventiladores e colocados em frente à esteira, e quando o peso estava fora do padrão, as embalagens voavam para fora da máquina. O problema foi resolvido de maneira muito mais eficaz, custando apenas R$ 80,00.

Marcelo citou um termo utilizado originalmente em operações militares, mas que hoje também se aplica nos negócios para que profissionais compreendam as operações comerciais e processos de aprendizagem: OODA LOOP, onde “quem tem o ciclo mais rápido, vence”.

Esse ciclo é um modelo que abrange quatro pontos que apoia uma tomada de decisão rápida, eficaz e proativa:

1 – Observar (coletar informações por meio de diversas fontes disponíveis);

2 – Orientar (analisar as informações coletadas e aplica-las na realidade do seu negócio);

3 – Decidir (determinar qual será o curso da ação);

4 – Agir (implementar a decisão de maneira efetiva).

A Netflix, por exemplo, é uma empresa que utilizou o termo ao observar a oportunidade de disponibilizarem filmes em uma plataforma streaming, sem que as pessoas precisassem se deslocar para alugar e devolver na locadora. Em seguida, notaram que somente os vídeos na internet não bastavam, e então passaram a produzir conteúdos originais para lidar com a concorrência. A utilização desse termo, portanto, precisa estar presente o tempo todo dentro de um negócio, ou senão ele pode acabar ficando para trás.

Marcelo explicou que na Nubank, especificamente, o objetivo é sempre fazer algo diferente para atender o cliente da melhor maneira possível – um exemplo é o horário de atendimento de um banco tradicional, que já não faz sentido para o cliente atual. A startup foi fundada em meio a um mercado que já estava dominado por cinco grandes bancos, mas os seus criadores enxergaram a oportunidade de otimizar o atendimento ao cliente em bancos, já que suas experiências pessoais não eram as melhores.

Assim os especialistas começaram a analisar suas possibilidades, e a primeira coisa que definiram foram os valores e a cultura da empresa.

 

 

 

O especialista acredita que sempre que um produto for lançado, o seu propósito deve ser explicado anteriormente. Por isso, foram definidos quatro principais propósitos para a Nubank:

– Ser uma empresa de tecnologia;

– Focar no design (não apenas na aparência da marca, mas pensando na experiência do usuário);

– Data Science;

– Customer Experience (com o objetivo de se tornarem a melhor empresa em questão de atendimento ao cliente).

Diante desses pilares, a Nubank já possui cases de sucesso no atendimento. Um dos exemplos citados por Marcelo foi de uma cliente que estava grávida e ligou para a empresa pedindo aumento do limite do cartão de crédito, para que pudesse realizar um ultrassom. O atendente, além de prestar a ajuda, enviou mimos para o bebê. Como resultado, essa cliente se apaixonou pela atitude da empresa e hoje faz parte do quadro de funcionários da Nubank.

O maior propósito da startup, de acordo com o especialista, é ser a empresa de serviços financeiros mais influente do mundo, enquanto os demais bancos estão focados apenas em fazer dinheiro. Para isso, a empresa presa por uma cultura com equilíbrio e diversidade, onde as pessoas podem ser quem elas quiserem ser e existem 25 nacionalidades diferentes dentro dela. Além disso, a empresa possui uma meta global, mas cada squad – nome dado às equipes – cria a sua própria meta, e 80% delas precisa ser construída pelas pessoas. “O que faz a diferença na cultura é que todos tem voz”, ressaltou.

 

“Te ensinaram a Planejar, mas não a Executar – como garantir performance e turbinar os resultados da sua agência” – Tainah Subtil

Você já sentiu que o turbilhão de atividades diárias te impede de tirar o seu planejamento do papel? Não executar as atividades planejadas pode impedir sua agência de atingir o potencial que você gostaria. Tainah Subtil, Partner Implementation Success Manager da Resultados Digitais, ajuda atualmente centenas de agências parceiras da Resultados Digitais a entregarem sucesso para seus clientes de forma escalável, e abordou em sua palestra como hacks simples de organização podem te auxiliar a atingir as metas traçadas para a sua agência.

De acordo com a especialista, as faculdades ensinam os profissionais a planejarem, mas não a executarem – e isso faz com que muitas boas ideias de agências sejam perdidas. Por isso, é necessário determinar metas para essas ideias, e para que elas possam realmente sair do papel. Hoje, 60% das agências não possuem sequer metas de vendas determinadas, e os gestores sabem o que devem fazer, mas não sabem como fazer.

 

 

E é dessa maneira que Tainah ressaltou a necessidade de as agências terem uma maior disciplina, mudando o comportamento para executar ideias. Foram citadas quatro disciplinas para ajudar os profissionais, de acordo com o livro “4 Disciplinas da Execução”:

1. Ter foco é crucial dentro dos turbilhões diários

É preciso ter menos metas e mais resultados. Quanto mais metas você tem, mais você se perde e menos você executa, acabando por não concluir o que planejou anteriormente. Por isso, alguns passos podem ser seguidos, como:

  • Especificar a sua meta (vendas, pessoas, etc);
  • Mensurar essa meta;
  • Garantir que a métrica seja atingível (ou seja, deve fazer sentido para a sua operação e para o seu objetivo);
  • Relevância;
  • Tempo para cumprir.

2. Foco nas medidas de direção: direcionar o que eu quero

É importante que o profissional foque nas medidas de direção, e não nas medidas históricas. O objetivo final é considerado uma medida histórica, enquanto ações de controle para chegar nesse objetivo são as medidas de direção.

3. Manutenção de um placar envolvente

A especialista ressaltou como é essencial mostrar evolução para a equipe. O time precisa estar sempre envolvido nesse placar sobre as metas batidas e a sua evolução, para que sinta a sua importância para atingir esse objetivo. Uma sugestão feita por Tainah é utilizar Gamification para engajar o time.

4. Cadência da responsabilidade: garantir quer o time vai fazer o que foi proposto

Uma sugestão é que sejam realizadas reuniões semanais com o time, e para manter o foco da reunião e torna-la mais produtiva, os membros devem responder perguntas específicas:

– O que eu fiz para ajudar o meu time a bater a meta?

– Quais foram as minhas dificuldades?

– O que eu vou fazer até a próxima semana?

 

 

Palestra com Robert Cialdini

A última palestra do primeiro dia do RD Summit aconteceu com ninguém mais, ninguém menos do que Dr. Robert Cialdini, presidente da Influence at Work e autor best-seller do The New York Times “As armas da persuasão”. O autor passou toda a sua carreira investigando a ciência da influência, ganhando reputação internacional como especialista nas áreas de persuasão, compliance e negociação.

Como um perfeito locutor e dono de todo o palco, Robert apresentou conceitos e princípios relacionados à persuasão social, que podem ser utilizados na comunicação para que tenhamos maior sucesso. Para ilustrar e apresentar conclusões que foram feitas através de diversas pesquisas, Robert nos trouxe os princípios da influência social e nestes tópicos nos apresentou a Reciprocidade, Escassez, Autoridade, Consistência, Afinidade e Consenso.

No caso da Reciprocidade, o professor deixou uma dica valiosa, explicando que seres humanos da mesma comunidade tendem a ter reciprocidade uns pelos outros, principalmente quando um deve ao outro, pois se iniciamos uma troca, o outro terá desejo de nos retribuir.

Quando citou a Escassez como um ponto de persuasão, levantou a questão de que as pessoas tendem a querer mais os quesitos que existem em escassez. Por isso, as pessoas enlouquecem em busca delas. Disse ainda que para a psicologia, o medo de perder é mais forte do que o desejo de ganhar.

Em Autoridade, levantou o ponto de que quando precisamos tomar uma ação importante, normalmente não olhamos para nós mesmos, mas sim para o outro, para o nosso símbolo de autoridade naquele assunto. Se formos especialistas em algum ponto ou assunto, provavelmente nos sairemos bem na defesa em relação a algum consumidor.

Para Consistência, tendemos a querer que os discursos sejam os mais consistentes possíveis, principalmente quando estamos em público e acreditamos que o que foi dito para um público amplo tem a necessidade de ser verdadeiro e possui um maior comprometimento, o que torna o discurso mais consistente.

Em Afinidade, o professor nos levantou uma questão já conhecida, mas por vezes não racionalizada: normalmente gostamos mais de quem é parecido conosco, o que nos faz ter empatia por esta pessoa. E voltou a falar que as pessoas não procuram as respostas nelas mesmas, mas sim fora, no outro.

Por fim, pontuou o termo do Consenso, quando as pessoas não sabem que decisão tomar e acabam indo pelo caminho da maioria para definir seu próprio comportamento. Salientar que outros utilizam da mesma ferramenta que está apresentando, pode levar um cliente a escolher este produto por mero consenso.

Por fim, tocou no ponto de Persuasão, em que alinhamos com outras pessoas para estarmos sempre de acordo com o que será falado, antes de ouvirmos a mensagem propriamente dita. E para fazermos isso, devemos alterar temporariamente a percepção do que as pessoas consideram importantes, como em um e-mail marketing com promoções ou um teste A/B. Este artifício de tirarmos a atenção do consumidor para o que realmente importa, é o que deixa o consumidor desde o início da mensagem com a percepção de escassez de tempo.

 

Quer saber mais sobre o que vimos pelo evento? Não esqueçam de acompanhar a cobertura do nosso blog e do Instagram!

 

#ReampNoRDSummit

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