Estratégia

O que vimos no segundo dia do RD Summit 2018?

Nossa equipe está presente nos três dias de evento e contou um pouco do que viu por lá

Nossa equipe está presente essa semana no RD Summit 2018, maior evento de marketing digital e vendas da América Latina que acontece em Florianópolis durante três dias. Com mais de 150 palestrantes e 10 mil participantes, estamos fazendo uma cobertura do que vimos até o momento no evento nos nossos Stories do Instagram (@reampadsolutions) e aqui no blog! Por isso, não deixe de acompanhar as novidades e todos os temas que estão sendo abordados, englobando áreas como empreendedorismo, negócios, marketing, Inbound, SEO, mídias sociais, vendas, entre outros.

Assim como no primeiro dia do evento, Tiago Soncini, Cristiane Gomes e Carlos Durão contaram um pouco das palestras que assistiram por lá no segundo dia!

 

“O mindset da Transformação Digital e o poder da intenção: uma estratégia mais robusta de Marketing e Negócios a partir de SEO” – Felipe Bazon

A Transformação Digital trabalha todo um mindset e cultura, nos quais envolvem-se diversas áreas de conhecimento dentro das corporações; a partir do contexto de SEO, qual é a melhor forma de trabalhar a marca na nova Era da Experiência? O que estrategicamente faz você estar à frente do concorrente no ambiente digital? Qual a melhor forma de trabalhar o SEO em construção e manutenção de reputação de marca?

Esse foi o tema da palestra de Felipe Bazon, sócio na agência especializada em SEO Hedgehog, onde atua como Diretor de SEO e Content Marketing. Voltado ao público C-level, o especialista falou sobre como os conceitos e processos trabalhados nas empresas europeias podem (e já estão) se adequando às organizações no Brasil.

Felipe destacou como, hoje em dia, o marketing acaba esquecendo um pouco das pessoas e entregam mensagens estereotipadas – chegando a serem, muitas vezes, invasivas – e que podem estar no momento errado, como na hora de lazer daquele usuário na internet. A mensagem pode ser importante, mas está no local errado e na hora errada para atingir aquele público-alvo – como é o caso da Times Square, por exemplo, que possui tanto anúncio e as pessoas acabam não vendo nenhum.

Existem momentos nos quais a sua audiência não estará preparada para engajar com aquela marca. Por isso, é fundamental que uma empresa pense no “depois” ao impactar um usuário nas redes sociais, por exemplo. Como ressaltado pelo especialista, tudo precisa estar interligado. Se uma marca não pensar no próximo passo do usuário e colocar apenas as redes sociais em seu planejamento, não terá o resultado esperado. Essas interações precisam estar conectadas, desde o seu site até uma rádio e canais online e offline.

 

 

Quando uma propaganda está sendo veiculada, é importante que inspire as pessoas e que a marca tenha em mente a resposta para a seguinte pergunta: “o que eu quero que meu consumidor faça em seguida?” – sabendo que, normalmente, a sequência do consumidor é pesquisar pelo seu produto ou serviço no Google.

O seu site é uma parte importante da estratégia, e o search está sempre presente no dia a dia dos usuários. Felipe citou o caso de uma marca de automóveis que fez uma propaganda no Super Bowl, mas que quando os usuários procuravam saber mais sobre ela no site de buscas, não achavam mais informações. Ou seja, a marca não planejou a sequência desse anúncio e o que o usuário faria depois de ser impactado. Outro exemplo é a Adidas, que patrocina a chuteira do jogador Messi, mas quando procurada no Google, a marca não aparece em primeiro lugar nas buscas. No ranking de pesquisas, é encontrada em primeiro outra loja e em seguida um blog que fala sobre a chuteira. Por isso, o especialista ressaltou que o maior problema não é estar em primeiro lugar no ranking, mas que grandes marcas precisam se preocupar com esse fator também.

Um exemplo de case de sucesso citado foi o da campanha da Budweiser, que ganhou o prêmio em Cannes, por ensinar os usuários a procurarem termos na internet, fazendo com que as pessoas se identificassem com ela e pesquisassem pelos termos online:

 

 

Por fim, ressaltou a importância do SEO e de estar sempre pensando em estratégias que alcancem a audiência da melhor maneira possível. “O SEO potencializa o investimento, mas precisa ser bem utilizado. Além disso, é preciso sempre estar avaliando, analisando e entendendo o comportamento do usuário”, destacou.

 

 

“O legado: como ser lembrado através de histórias que engajam” – Joni Galvão

Joni Galvão, sócio-fundador da The Plot Company, co-fundador do Master Talks e autor de livros como “Super Histórias no Universo Corporativo” e “Super Apresentações”, esteve presente no segundo dia do RD Summit para falar sobre a importância de deixarmos um legado na história e como podemos conectar isso com o marketing.

Para o especialista, a admiração por uma empresa e por alguém, atualmente, não vem mais de algo perfeito, mas da sinceridade. “Pode ter certeza que as pessoas vão acreditar muito mais em você, se você mostrar que está preparado para resolver problemas. Ou até mesmo se você mostrar que não está totalmente preparado, mas que quer a pessoa como uma aliada para descobrir soluções”, ressaltou, mostrando a importância da honestidade também no mundo dos negócios.

O primeiro exemplo citado por Joni foi a Pixar, que sabe como contar uma boa história seguindo determinado padrão. No caso de Toy Story, por exemplo, porque o público gosta do filme? Não é apenas pelo fato de os personagens serem legais, mas porque nos identificamos com eles. “O Woody, no começo do filme, ficou com medo de ser abandonado ou trocado com a chegada do Buzz. E é a partir daí que a história começa, quando um problema forte acontece na nossa vida e nos identificamos com esse sentimento passado por ele”, explicou.

Já na série La Casa de Papel, produzida pela Netflix, entendemos a importância de as pessoas estarem sempre procurando por algo que preencha as suas vidas. “A série não é apenas sobre roubo. O que falta nessas pessoas? O que elas queriam? Ser valorizadas! E é por isso que gostamos da história, já que elas queriam se sentir importantes assim como nós. Só estamos aqui agora porque algo está faltando na nossa vida, e quando isso acontece, procuramos preencher essa escassez”, destacou o especialista. “No final, todos aprenderam algo. A Tokyo, por exemplo, só pensava nela mesma e descobriu o amor; já o Professor, que tinha tudo sempre planejado nos mínimos detalhes, quase se perdeu quando descobriu que nem sempre as coisas sairão da maneira certa”.

Uma boa história, portanto, trata de eventos dinâmicos que acontecem com um protagonista, e são direcionados por um conflito que muda significativamente a sua vida. Por isso, o especialista mostrou cases de propagandas que não conseguem atingir esse objetivo de fazer com que o usuário se identifique, e marcas que obtiveram sucesso. Em uma propaganda sobre uma marca de impressoras, por exemplo, a empresa conseguiu mostrar a trajetória de uma criança que cresceu e começou a viver problemas da vida adulta. Nesse momento, já entendemos que passamos pelos mesmos problemas, e a impressora aparece em um momento como a solução para eles, fazendo com que a protagonista se sinta feliz novamente. Por isso, a audiência se sente representada e cria uma imagem da marca mais pessoal e humanizada.

Quando falamos em legado, precisamos entender o que estamos deixando de marca nesse mundo. No filme “Viva, a vida é uma festa”, utilizado como exemplo por Joni, podemos tirar uma lição: nós morremos duas vezes. Uma, é quando paramos de respirar, e a outra, é quando param de lembrar da gente. Por isso, é importante que sejamos lembrados quando estivermos vivos, deixando um legado para o futuro.

“Um dia todos nós vamos morrer. Como vocês querem ser lembrados? Vão desaparecer porque ninguém irá lembrar de vocês? Então, antes de contar uma história, FAÇA essa história. Mostre o que é relevante na vida das pessoas, e pensem na diferença que querem fazer ao saírem daqui”, ressaltou. “a melhor história é aquela que prepara a vida da sua audiência para viver a vida dela. Como você vai fazer isso? Encontre diversas ferramentas para te ajudar”.

 

“Networking e diversidade: o que você tem a ver com isso?” – Suelen Marcolino

Suelen Marcolino, Corporate Solutions Consultant do LinkedIn, atua hoje como especialista no desenvolvimento de novos negócios para a América Latina e Caribe para as Soluções Corporativas de Talentos da empresa, e participou do segundo dia do evento para falar sobre a importância da diversidade no networking.

De acordo com a especialista, quando pensamos em networking, muitas vezes pensamos no que estamos oferecendo e no conteúdo que geramos, esquecendo que ele é uma via de mão dupla e não pensamos no que estamos recebendo. “O quanto você está preocupado em receber? Gerar é muito importante para uma marca como profissional, mas receber também é. Você está aprendendo? Isso tem muito a ver com a sua rede de conexões”, explicou Suelen. “Falar sobre diversidade e aliar com a sua rede é entender o quanto você está sendo impactado por ideias diferentes. A diversidade não traz apenas uma aparência diferente, vai muito além disso, e quando você traz esse fator para o seu networking, é muito evidente o impacto que pode fazer nos seus conteúdos e na sua carreira profissional, já que traz novos insights e pontos de vista”.

 

 

Suelen contou a sua própria experiência pessoal com exemplo, já que desde pequena, por ser negra, percebeu que quando a pessoa faz parte de uma minoria – e ressaltou que, na verdade, essas maiorias no Brasil são uma maioria “diminuída” – era preciso pensar na percepção dos outros em relação a ela. “Quando você pensa em incluir a maioria, já tem algo errado. Como você tem a necessidade de trabalhar a inclusão de uma minoria? No Brasil, chamamos negros de minoria, mas na verdade não somos”, refletiu.

Por isso, a especialista entendeu que era preciso fortalecer as suas bases e investir em networking. “A partir do momento em que percebi que precisaria de uma base mais forte do que outras crianças, entendi a importância de valores como colaboração, passar interesse às pessoas. Quando você está inserido nessa caixinha da diversidade, acaba desenvolvendo skills que outras pessoas não precisam, e acaba amadurecendo rapidamente para ter argumentos sobre alguns assuntos”, pontuou.

A partir do momento em que a especialista entendeu essa dinâmica e começou a estuda-la, percebeu o quanto era importante uma base de conexão, e ter pessoas que te sirvam de base também para te alavancarem. E é aí que entra a importância da diversidade no networking! A tendência do nosso cérebro é sempre nos conectarmos com pessoas parecidas conosco. No entanto, quando nos permitimos a conexão com pessoas de diferentes backgrounds, estilos de vida, formações e pensamentos, agregamos ainda mais no nosso aprendizado e no momento de tomar decisões assertivas.

Suelen citou o exemplo de quando era cliente de uma agência e recebeu, para aprovação, uma campanha nitidamente racista. “Essa propaganda saiu da agência e chegou até a minha mesa, passou por muitas mãos antes. A agência tinha a intenção de ser preconceituosa? Não! Mas como isso passou por tantas mãos e ninguém questionou como ela era preconceituosa?” falou. “Se existisse nessa empresa um profissional negro que compõe a equipe de criação, ela jamais teria chegado até o cliente e passado por toda uma cadeia de produção. E se o cliente fosse alguém igual a quem produziu aquele conteúdo e não percebesse o preconceito na propaganda? Quando você se limita, deixa de receber contribuições valiosas e se prende em uma bolha, observando o mundo apenas naquele ponto de vista”, explicou.

Esse tipo de relacionamento, portanto, pode impactar grandemente nas decisões que tomamos no dia a dia, em qualquer atitude profissional ou não. E é por isso que vemos, constantemente, empresas precisando se retratar por terem desrespeitado um grupo de pessoas e entendemos a importância de ter diversidade em uma companhia – e, claro, que essas pessoas tenham voz.

É por isso que questões de diversidade precisam ser discutidas. “Imagine também, se essa empresa nem tivesse um funcionário negro para barrar uma campanha publicitária, mas tivesse pessoas com networkings diversos? Elas estariam em contato com o conteúdo, que mostraria o quanto aquilo era preconceituoso”, ressaltou. “Então, quando você se limita e não aprende com o outro, definitivamente não está sendo feito um networking. Quantidade é importante, mas qualidade é mais ainda e a diversidade está inserida nesse contexto. Diversidade nos traz qualidade e inovação, porque quando temos pontos de vistas diferentes em um mesmo espaço, existe uma troca muito mais rica de conteúdo”.

A especialista também pontuou uma maneira fácil de construir relacionamentos, que é mostrando que você realmente está ouvindo o outro. “As pessoas têm necessidades e precisam ser ouvidas. Construir relacionamentos dá trabalho, mas nossas decisões são impactadas pelos nossos vieses e a partir do momento em que passamos a questionar nossas escolhas e entender de onde elas vêm, entendemos a importância da diversidade no networking”.

O resultado que temos quando nos propomos a isso é que nos abrimos para diferentes pontos de vista e contribuímos para a nossa carreira e a do outro também. De acordo com dados do LinkedIn, quase 50% dos profissionais mundialmente estão na rede social – o que significa que são mais de 35 milhões apenas no Brasil e mais de 590 milhões ao redor do mundo. “Até onde o seu conteúdo chega? Você está pensando no desenvolvimento, visibilidade e seu crescimento profissional? Analise até onde o seu conteúdo tem potencial para chegar quando você dialoga com o diferente, pois assim vamos entender a importância de colocar isso em nossa perspectiva olhando para a troca e o aprender”, destacou Suelen.

 

#ReampNoRDSummit

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