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10 motivos para levar o compartilhamento de dados à sério

Todos os dias, permitimos que nossos dados sejam compartilhados na internet, e por isso precisamos levá-los a sério

Você sabia que, quando acessa aplicativos online como jogos, por exemplo, e utiliza o seu login de alguma rede social para se conectar, você pode estar permitindo que outras empresas tenham acesso a informações disponibilizadas por você naquela rede?

Isso acontece porque, todos os dias, marcas coletam informações sobre seus consumidores que serão utilizadas por elas em estratégias de marketing, e esses dados são compartilhados por nós mesmos no momento em que aceitamos os termos de uso de determinado site ou aplicativo.

Mas isso não precisa, necessariamente, ser algo ruim! Hoje, quanto mais uma marca souber sobre seu cliente, melhor pode ser a sua comunicação com ele e os dois lados podem sair ganhando. De qualquer forma, é muito importante levar o compartilhamento de dados online à sério e saber como, porquê e por quem eles estão sendo utilizados. E para provar isso, trouxemos hoje dez motivos que vão te convencer!

 

Porque eu devo levar o compartilhamento de dados à sério?

1. A marca consegue te conhecer melhor

Existem vários tipos de dados que deixamos disponíveis na internet quando preenchemos formulários, realizamos uma compra ou aceitamos termos de uso de um site, por exemplo. Esses dados podem dizer quem somos, quais são os nossos hábitos de navegação, o que estamos procurando na internet e qual seria a melhor maneira de uma marca se comunicar com a gente.

Quando estamos online, temos acesso a milhares de informações. Por isso, é importante que uma marca saiba chamar a atenção do seu público e isso é possível depois de conhecer ele melhor, saber as suas necessidades e desejos.

 

2. O conteúdo de uma empresa será personalizado para seus clientes

Você já parou pra pensar porque sempre volta na sua loja ou no seu restaurante favorito? Com certeza outros motivos além da qualidade contam na hora de escolher aonde ir, né? Quando somos bem atendidos em um local, por exemplo, provavelmente vamos querer voltar ou recomendar o serviço para nossos amigos. No ambiente online, isso não é diferente. Proporcionar aos consumidores uma boa experiência é fundamental para que ele se torne um cliente fiel da sua marca. E é aí que entra a importância da personalização de conteúdos.

Depois de conhecer melhor seus clientes e saber quem são, aonde estão, como e porque acessam determinado conteúdo, a empresa pode criar mensagens personalizadas de acordo com o seu perfil, focando em ter uma conversa muito mais pessoal. Assim, os clientes sentem-se únicos e não apenas “mais um número” para a empresa, fazendo gerar ainda mais interesse por ela. Aprender a “falar a língua” do seu público é essencial!

 

3. Seus dados vão dizer qual é o melhor anúncio para você

Além de poder entregar mensagens personalizadas, os seus dados podem mostrar para uma marca como é mais fácil de chegar até você. Existem muitos tipos de anúncios online. Os mais famosos são: banners, mídias sociais, publicidade nativa, retargeting, anúncios em vídeo, e-mail marketing, mobile e anúncios em aplicativos.

No entanto, nem todos eles podem – e nem devem – ser entregues para a mesma pessoa. Quando alguém é impactado incansavelmente por anúncios em diversos dispositivos e de diferentes maneiras, pode ocorrer o efeito contrário de uma boa experiência. Hoje, graças à tecnologia, os anunciantes já podem oferecer ao seu público o que realmente desejam: não menos publicidade, mas uma melhor publicidade, no momento certo, no local certo e da maneira certa.

 

4. Por isso, ajuda a evitar anúncios irritantes ou desnecessários

Mas o que pode acontecer quando o cliente for impactado por anúncios de maneira inconveniente?

Hoje, as pessoas estão cada vez mais exigentes com a publicidade, graças à velocidade da comunicação e o aumento informações disponíveis. Por isso, usuários online estão ainda mais resistentes à formatos considerados intrusivos, chegando até mesmo a bloquearem esses anúncios.

O novo cenário representa um grande desafio e novas oportunidades para as marcas, que devem entender a melhor maneira de chegar até os seus usuários sem atrapalhar a sua navegação – o que é possível por meio da análise de seus dados.

 

5. Os cookies de um site também podem acessar suas informações

Vamos imaginar a seguinte situação: você entra em uma loja online para procurar por determinado produto. Coloca o produto no carrinho virtual, mas, por qualquer motivo, acaba não finalizando a compra. Algumas horas depois, ao entrar em outro site ou em alguma rede social, você é impactado por propagandas e ofertas do produto que quase comprou anteriormente.

Mas como isso aconteceu? A estratégia, conhecida como retargeting, é possível graças aos cookies do seu navegador! Cookies são pequenos pedaços de texto que são baixados em um navegador para rastrear o comportamento online dos usuários – que são coletados a partir do momento que a pessoa permite compartilhar seus dados. Esses cookies, por sua vez, são coletados, anonimizados e vendidos pelos mecanismos de pesquisa, data providers e sites que o potencial cliente usa.

Esse modelo de publicidade é muito eficaz por ser bem direcionado. É com ele que os anunciantes podem fazer anúncios personalizados e permitirem que o usuário veja um anúncio que lhe interesse.

 

6. Foco nos Termos de Uso

Quem nunca entrou em um site e assinalou, de maneira quase automática, que concorda com os Termos de Uso daquela página sem, ao menos, ter lido quais eram eles? Isso acontece porque a maioria das pessoas não entendem a sua importância.

Esses termos funcionam como um contrato entre o site e seus usuários. Ele define as regras e diretrizes com as quais os usuários devem concordar e seguir para usar e acessar seu website ou aplicativo. Já o acordo da Política de Privacidade, informa aos usuários que tipo de dados aquele site coleta e como são utilizados. Esses contratos são importantes tanto para os sites quanto para os usuários, já que caso haja abuso de alguma das partes, a outra terá o entendimento necessário para ir atrás dos seus direitos.

Por isso, ao entrar em um site novo e preencher cadastros ou realizar compras, não esqueça de ficar atento aos termos e condições que está concordando.

 

7. Responsabilidade e transparência são essenciais

É impossível que, hoje, com a quantidade quase infinita de informações compartilhadas diariamente e de tecnologias disponíveis, todas as empresas tenham o controle completo dos dados de todos os seus clientes ou possíveis clientes. No entanto, existem diversos processos e ferramentas que podem reduzir drasticamente o risco de violação de dados, além de ser sempre fundamental que o usuário saiba onde, como, porquê e por quem suas informações estão sendo utilizadas.

Transparência e direito à privacidade são fundamentais.

 

8. Configurações de privacidade são importantes

As redes sociais nos dão a oportunidade de nos conectarmos e compartilharmos informações com pessoas de todo o mundo. Por isso é importante ter responsabilidade com o que é compartilhado, e ter acesso às configurações de privacidade para proteger suas informações.

Normalmente, existem três categorias de privacidade em uma rede social: pública, apenas para amigos e bloqueada. Procure saber quais são as configurações de privacidade da sua rede, o que está sendo compartilhado e com quem. Nem sempre queremos dividir todas as nossas informações com a rede social inteira, não é mesmo?

 

9. Não confie em qualquer compartilhamento de dados ou downloads

O uso não autorizado de informações privadas de usuários pode resultar em consequências sérias, e causas comuns de violação de segurança incluem: vírus, phishing, fraudes, violação de direitos autorais e exposição de conteúdos impróprios. Todos eles podem “invadir” nosso computador quando realizamos downloads não confiáveis, permitimos certos termos de uso, não percebemos que o vírus está disfarçado como aplicativos ou simplesmente visitamos um site fraudulento.

Por isso, diante de tantos problemas de violação de dados, é cada vez mais essencial nos preocuparmos com a segurança das informações que compartilhamos online e mantê-las limitadas apenas para sites que sabemos que são seguros.

 

10. A LGPD vem aí

Grande parte dos problemas relacionados à violação e vazamento de dados que vimos anteriormente acontecem graças à falta de segurança na internet. Por isso, cada vez mais, estão surgindo novas leis ao redor do mundo com o objetivo de proteger ainda mais os cidadãos, como a nova regulamentação GDPR (Regulamento Geral de Proteção de Dados) que já entrou em vigor na União Europeia.

No Brasil, a nova Lei Geral de Proteção de Dados foi sancionada em 2018 e começará a funcionar em agosto de 2020, trazendo mudanças para o uso de dados no setor público e no setor privado. Explicando de maneira simplificada, fica estabelecido que as empresas devem coletar apenas dados pessoais como nome, endereço, idade, estado civil, entre outros, com o consentimento do usuário e caso eles sejam indispensáveis para seus serviços. Por isso, é importante que deixem claro qual será a sua finalidade e permitam que o usuário desista de compartilhar suas informações a qualquer momento. Caso a lei seja descumprida, o responsável poderá receber punições que variam desde advertências até uma multa equivalente a 2% do seu faturamento, limitada à R$ 50 milhões.

Com a chegada dessa nova lei, as empresas e marcas devem estar ainda mais atentas à maneira que coletam dados e como utilizam eles, além de se prepararem para todas essas mudanças nas suas políticas.

 

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